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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sempre haverá

Sempre haverá um grito ecoando na noite
sempre haverá uma lágrima sobre um travesseiro
sempre haverá uma música que nunca cessa
sempre haverá sonhos...
Sempre haverá caminhos desencontrados
sempre haverá vontades reprimidas
sempre haverá despedidas infindáveis
sempre haverá saudades...
Sempre haverá procuras vazias
sempre haverá portas trancadas
sempre haverá uma estrada a percorrer
sempre haverá um fim.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tristeza

Além do visível que compartilhamos
há mundos perdidos de muita incerteza
Profundos sistemas habitam minh'alma
procuro em vão abraços de defesa.
Terrenos espaços sem água ou sal
abunda vazios e grande rudeza
garganta se fecha em grito de dor
enche e transborda toda minha frieza.
Do sol que vivi e dos risos que dei
só guardo vislumbres dessa natureza
em torres bem altas trancada estou
vivendo e morrendo de uma fraqueza.
Dias gris sucedem-se uns aos outros
tom perfeito que orna a indelicadeza
desta visita que chegou sem avisar
apenas dizendo ser minha tristeza.




terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ausência

E me veio a falta de um abraço
de um laço...
Até de me sentir sem espaço!
Disfarço...
Vazios viajam em minhas veias...
Desembaraço cabelos e ideias
Enfim, me ajeito, enfeito
escondo o imperfeito.
Quero me sentir normal
ainda que artificial
Aquecer o coração glacial.
Moldar a estrutura
enterrar a amargura
retirar a armadura
sair dessa clausura...
Jura?
Recuperar algo perdido
reencontrar minha libido
um sentimento amortecido
onde enterrei você.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Tecendo

Quem disse que preciso crescer?
Quem disse que sou tudo isso?

Só penso em voar no meu tapete mágico
Fugir do nada de um destino pós trágico
acordar de um coma pseudohemorrágico.
Varas de condão guardadas na gaveta
versos sem sentido escorrem da caneta
dão formas às ideias que brotam na veneta
Mereço uma estatueta!
Não pelo que aqui já foi expresso
mas pelo trabalho que ora meço
por tantos pedacinhos que eu teço.
Ah... se tão simples fosse...
Não me acabaria sendo autofágico
antes escolheria ser borboleta
e renasceria após um regresso.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Serena

Vagueio por ruas em busca do nada
e ao mesmo tempo me encontro serena
em faces e lados tão fragmentada
inteira e perdida dentro de um poema.

Contemplo um castelo repleto de fadas
adentro e mergulho em profundo dilema.
Há brilho que ofusca no fio das espadas
é onde se esconde o fim do problema.

A vida e a morte dançam nas estradas
Desfilam e dançam e ninguém condena
Eu entro na dança, me sinto cansada
e ao mesmo tempo me elevo suprema.

Sentidos me traem e caio da escada
Já não faço parte do mesmo sistema
Ecoa nos ventos as vozes caladas
rompendo os laços desta algema.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Pai

Te agradeço por me fazer sua,
por ter me dado tanto de ti.
Metades que se somaram
subtraindo falhas de mim.

Te agradeço por tudo que és
e por ser um gigante pra mim.
Professor e herói que me salvam
e me torna um espelho em ti.

Cada segundo em meu tempo,
cada pulsação em meu corpo,
cada sorriso em meu rosto
agradeço e devo a ti.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Quero

Quero que me lance em outra esfera
Não! Espera!
Quero alcançar um outro mundo
por um segundo
Quero o poder de derrubar muros,
dar murros
Quero sentidos que desfaleçam
e cresçam
Contumazes,
vorazes,
capazes.

Quero a capacidade de ir além,
de ser alguém
Quero correr riscos sem me ferir,
morrer de rir
Quero ter prazeres indizíveis,
invisíveis.
Quero ter a sorte de ir à lua,
e correr na rua,
e nadar nua,
e ser sua.